A Notícia Cômica: um novo formato de construir a opinião pública (y II)

Por Bianca Teixeira MORELLI[1] Denis Porto RENÓ[2] 

PARTE I AQUÍ

RESUMO: O presente trabalho se debruça nas discussões sobre gêneros jornalísticos, mais especificamente sobre o jornalismo caricato, ou seja, quando se utiliza o humor como ferramenta para transmitir uma informação. Respaldando-se nas definições propostas por José Marques de Melo (2003), baseando-se nas teorias do jornalismo apresentadas por Nelson Traquina (2005) e Felipe Pena (2005) e fundamentando-se nos ensinamentos de Jorge Halperín (2008) e Rafael Yanes (2004) sobre as técnicas de entrevista, entre outros autores, esta pesquisa se propôs a analisar o humor como um recurso legítimo e colaborador no desempenho do jornalismo. Como corpus de análise utilizamos o quadro de entrevistas do programa talk show “The Noite com Danilo Gentili”, exibido pelo Sistema Brasileiro de Televisão, o SBT.

PALAVRAS-CHAVE: Jornalismo; telejornalismo; humor; opinião pública.

4 A Notícia “bem humorada”

No dia 19 de agosto de 2014, Danilo recebe o professor em computação e especialista em criptografia e segurança computacional, Diego Aranha. A temática abordada foi a segurança das urnas eletrônicas no Brasil, o professor relatou com detalhes suas experiências com o software da urna, descrevendo as falhas por ele identificadas.

Observou-se uma entrevista quase que totalmente jornalística. A grande relevância e o ineditismo da temática, o interesse público envolvido, o convidado especializado no assunto e com histórico e experiências para comentá-lo, contribuíram para a seriedade da entrevista. Além disso, visto o posicionamento político do apresentador e do programa, notamos um esforço da equipe em tratar o convidado e o tema abordado com grande importância, sobretudo, considerando o contexto em que o programa foi exibido, a pouco menos de dois meses do primeiro turno das eleições presidenciais.

Além disso, o molde mais livre do programa de Danilo Gentili permitiu que um assunto tão polêmico, e pouco, ou quase nada comentado na grande mídia, tivesse espaço em uma mídia de massa – a televisão, com liberdade para debate e, principalmente, com um linguajar simplificado, atingindo a maioria dos telespectadores.

O engajamento do convidado não exige muitos esforços de Danilo para conseguir as informações que deseja, é visível o interesse de Diego Aranha em compartilhar as informações e os estudos realizados. Portanto, o principal papel do programa, nesse caso, foi oferecer espaço para discutir a temática, e explicá-la com detalhes ao público. Notou-se isso através das intervenções do apresentador, pedindo que o convidado especificasse os conceitos utilizados e comparasse as informações com situações rotineiras para que a população comum compreendesse exatamente do que se tratava o debate.

Em uma análise quantitativa, também constatou-se um caráter predominantemente jornalístico, visto que do total de 19 perguntas realizadas por Danilo e seus companheiros de equipe ao longo do quadro, apenas uma foi humorística, e ocorreu no final da entrevista, reforçando o caráter sério e jornalístico dessa entrevista. Já na entrevista de vinte minutos com a candidata a presidência nas eleições de 2014, Luciana Genro, observa-se, claramente, a relevância jornalística e o interesse público envolvido em uma entrevista com um presidenciável em época de eleições. No entanto, além de ser mais uma oportunidade para um candidato se apresentar e divulgar suas ideias aos eleitores, o formato do programa de Danilo Gentili abre espaço para perguntas inusitadas e diretas, incomuns aos modelos padronizados do telejornalismo brasileiro, e que permitem debater diferentes temáticas das que a grande mídia aborda.

Esse molde diferenciado é favorável tanto ao público, que passa a ser mais representado nas perguntas sinceras de Danilo, como, por exemplo, quando ele questiona se ela realmente acredita que suas ideias são passíveis de realização. Tanto para a candidata, que tem a chance de apresentar suas principais propostas de governo, e não apenas discutir assuntos polêmicos relacionados à legalização das drogas, do aborto e do casamento homossexual, como frequentemente era rotulada em outros meios.

Como menciona Halperín (2008), uma boa entrevista é aquela capaz de mostra a face oculta da Lua, ou seja, consegue apresentar características do entrevistado que estavam “escondidas”. Na entrevista com Luciana Genro, observamos certo sucesso de Danilo em expor informações e características da candidata que até então não haviam sido exploradas em outras entrevistas, como, por exemplo, a divulgação do plano econômico para o país, quase nunca citado nos outros meios, até situações pessoais, como a revelação de que a convidada já fizera uso de drogas ilícitas, e a possibilidade de falar abertamente sobre a temática.

Ao fim do quadro, mesmo parecendo uma brincadeira sem finalidade, Danilo realiza uma entrevista ping-pong com a convidada, com questionamentos corriqueiros e sem sentido. Contudo, isso não ocorre sem razão. Além de aliviar qualquer possível tensão devido às perguntas árduas, funciona também como um recurso de humanização, como se o convidado se aproximasse do público.

Analisando os números da entrevista de Luciana Genro, notou-se que foram realizadas 16 perguntas jornalísticas e 12 humorísticas. Entre as seis entrevistas analisadas, essa é a que tem um maior equilíbrio entre questionamentos sérios e humorísticos. Contudo, isso não quer dizer que o resultado final não tenha sido positivo. Pelo contrário, considerou-se que a maioria da entrevista teve perfil jornalístico, e o maior número de perguntas humorísticas é justificado pela conversa ping-pong que aconteceu no minuto e meio final, ou seja, em um curto espaço de tempo, foram realizados vários questionamentos em tom de brincadeira.

No programa de véspera de Natal, Gentili entrevista três líderes religiosos: Padre Antônio Maria, da Igreja Católica Apostólica Romana, o Pastor Ed René, da Igreja Batista, e o Padre Basílio, da Igreja Ortodoxa Grega, em uma conversa que dura quase trinta e cinco minutos. O apresentador recebeu seus convidados em uma mesa de ceia, com comidas reais que são servidas ao longo da conversa. Também integraram a mesa os humoristas Léo Lins, Murilo Couto e o locutor Diguinho.

De início, pode-se enfatizar o ineditismo de um encontro como o proporcionado pelo “The Noite com Danilo Gentili” para debater uma temática tão polêmica. Dificilmente será encontrado outro programa na grade de qualquer outra emissora da televisão aberta que comportasse um encontro como esse. Notou-se, também, a diversidade de informações e assuntos que o perfil do talk show permite, assim como a liberdade com que os convidados conversaram e expressaram sua fé, arriscando até algumas piadas.

Mesmo com a presença de três convidados, Danilo consegue guiar de forma equilibrada a entrevista, e garante que o programa tenha um tom informativo e não de rivalidade entre as religiões. Analisando os dados quantitativos da entrevista, constatou-se um total de 27 perguntas, sendo que apenas três tinham um tom humorístico e o restante apresentava finalidade jornalística.

Após assistir à entrevista com o Cafu, identificou-se um serviço social, pois um considerável tempo foi utilizado para apresentar a fundação sem fins lucrativos do jogador, mas também, comentários e críticas sobre futebol, dentro e fora do campo. Pode-se considerar a conversa como um legítimo jornalismo esportivo de opinião, pois com muita segurança e autoridade, o capitão do pentacampeonato não fugiu dos questionamentos de Danilo, nem mesmo dos mais ácidos. E ainda, ao final, foi trabalhada a vida pessoal e profissional do jogador, que por si só já tinha muita história para contar.

Em números, observou-se a existência de 23 questionamentos jornalísticos, de um total de 31 perguntas no programa todo, ou seja, oito perguntas foram realizadas com um tom de brincadeira, o que pode ser considerado um número baixo, visto que qualquer jornalismo esportivo tem como característica certa leveza narrativa.

Já os convidados Gabriel Neves e Ricardo Geromel são boas surpresas. Ambos anônimos, souberam compartilhar suas histórias e experiências e garantiram ao público informação de qualidade e incentivo.

Danilo, ao apresentar Gabriel e sua história, parece lisonjeado de poder divulgar o feito do menino a todos. Gabriel, que ficara cego aos cinco anos devido a um erro médico, foi campeão de um campeonato de videogame em um dos principais encontros sobre o tema.

O grande diferencial do apresentador nessa entrevista não é apenas ter encontrado uma boa história para contar, mas a forma com que ele o faz. Ao fazer piadas com o convidado, jogar de igual para igual no videogame e não ficar usando eufemismos para mencionar a deficiência visual, Gentili permite que Gabriel fique marcado pelas suas conquistas e não pela dificuldade. A história do jovem serve também como uma lição de vida para todos que assistem o relato do sucesso de Neves e observam a tranquilidade com que ele trata a cegueira. Descrevendo em números, a entrevista de Gabriel Neves contabilizou um total de 28 questionamentos, dos quais apenas dois não apresentavam relevância jornalística.

Por fim, a entrevista com Ricardo Geromel, um dos responsáveis pela edição sobre os bilionários e milionários da revista Forbes, mostra se uma curiosa conversa. De início, o que parecia que ia ser um bate-papo sobre “fofocas dos bilionários”, apresentou-se capaz de discutir e explicar o funcionamento do mercado de ações, frequentemente mencionado por vários jornais, mas pouquíssimas vezes esclarecido com detalhes. Além de oferecer um debate sobre empreendedorismo e uma reflexão sobre as atitudes em comum dos bilionários no sentido de incentivar e aconselhar o público. Tudo isso, sem deixar de lado informações curiosas e incomuns relacionadas à temática.

De forma quantitativa, pode-se notar que essa foi a entrevista com maior número de questionamentos – um total de 42 perguntas, das quais 32 apresentavam interesse jornalístico. Esse alto número de perguntas, comparada às outras entrevistas, é justificado pelo assunto abordado. Ou seja, por várias vezes o convidado respondia com termos do mundo econômicos, então Gentili interagia questionando o que significava certo termo ou conceito, pedindo por exemplos.

Mencionado a relevância das temáticas, a função social cumprida pelas entrevistas, o ineditismo dos convidados e das temáticas, outra análise que se mostra interessante é a quantitativa. Após examinar detalhadamente cada uma das seis entrevistas, construiu-se a tabela seguinte para poder realizar uma análise mais prática.

 

Análise quantitativa das seis entrevistas

Duração total das entrevistas

2h 11min 47s

Total de perguntas

175

Perguntas jornalísticas

139

Perguntas humorísticas

36

 

            Como é possível observar na tabela, notou-se uma supremacia de questionamentos jornalísticos, ou seja, 139 perguntas do total de 175 representam cerca de 80%. De forma simplista, pode-se afirmar que 80% do quadro de entrevistas do programa são totalmente de cunho jornalístico, e apenas 20% apresentam um tom mais humorístico.

Esses dados reforçam a análise de conteúdo realizada nas seis entrevistas e fortalecem a hipótese inicial desta pesquisa, a qual pretendia comprovar que o humor pode ser utilizado como recurso colaborador no fazer jornalismo. E ainda, que o quadro de entrevistas de Danilo Gentili pode ser classificado como gênero opinativo – jornalismo caricato.

5 Considerações Finais

Este trabalho foi incentivado a partir de uma opinião pessoal e específica sobre o programa “The Noite com Danilo Gentili”. O interesse particular do uso do humor no jornalismo e a discordância de várias críticas dirigidas ao talk show estimularam o estudo aprofundado sobre teorias do jornalismo e sobre as características do jornalismo opinativo.

Certos de estar em uma temática polêmica, os resultados surpreenderam ao identificar tanta compatibilidade entre as teorias jornalísticas apresentadas por Pena (2005) e Traquina (2005), as características do gênero opinativo caricato proposta por Marques de Melo (2003) e as técnicas de entrevistas formuladas por Yanes (2004) e Halperín (2008) com as entrevistas analisadas do programa de Danilo Gentili.

Com os conhecimentos adquiridos e reforçados pelo estudo bibliográfico dos autores citados acima, entre outros, confirmou-se a hipótese ao longo do trabalho de que é possível o uso do humor no jornalismo sem interferir no desempenho desse, e ainda, de que o humor, entre outros recursos como a ironia e sátira, colaboram para o fazer jornalístico. Focando em nosso corpus de análise, comprovou-se quantitativamente e qualitativamente que o gênero aplicado no quadro de entrevistas do “The Noite com Danilo Gentili” era o gênero opinativo – de jornalismo caricato.

A presente pesquisa não defende que o programa de Danilo Gentili seja completamente telejornalístico, mas acredita que o mesmo é capaz de cumprir as mesmas funções sociais de um noticiário televisivo, em especial, o quadro de entrevistas do talk show. E, por algumas vezes, mostra-se mais eficaz na tarefa de se fazer entender e alcançar o maior público possível. Pois o humor é capaz de ultrapassar fronteiras que recursos padrões dos telejornais não permitem.

Outra característica que identificou-se como positiva é a diversidade de temáticas e de convidados do programa. No entanto, a produção costuma acompanhar a agenda social, por exemplo, na época das eleições foram convidados uma candidata à presidência e um especialista em urna eletrônica.

Contudo, apesar de seguir uma agenda social, Danilo se destaca pelo tratamento singular que dá a temas comuns que são debatidos nos mais diversos formatos televisivos, mas que apenas em seu talk show alcançam a maioria do público e oferecem determinada reflexão. A liberdade de expressão oferecida pelo estilo do programa, do apresentador e, pelo horário que é exibido, parece relaxar os convidados, garantindo uma conversa franca, com um vocabulário simples, e quando não acontece, o apresentador repete termos e conceitos desconhecidos e pede uma nova explicação para o convidado.

Talvez, pelo fato do apresentador ser conhecido pela acidez e sinceridade com que faz as perguntas, os convidados que aceitam participar do programa vão cientes de que serão indagados pelas mais diversas temáticas. Graças a essa consciência, os entrevistados aparentam maior disposição e preparo para responder e debater assuntos pessoais e/ou polêmicos.

Apesar do clima mais leve do “The Noite com Danilo Gentili”, tanto na análise qualitativa como na quantitativa, observou-se um compromisso do apresentador com a informação, de modo que as brincadeiras não atrapalham a compreensão do assunto debatido, e por vezes, colaboram para o entendimento. O apresentador costuma utilizar-se de breves comentários irônicos, cômicos ou debochados para criticar ou enfatizar algum tema que ele julgue que merece atenção.

Além de considerar o formato e o estilo do programa, é preciso ponderar sobre o contexto que o talk show é produzido, ou seja, dentro de uma emissora conhecida por não apresentar muitas restrições políticas e ideológicas aos seus contratados, aliado ao perfil ímpar do apresentador Danilo Gentili.

Assim sendo, as disposições finais dessa pesquisa indicam que o humor e seus recursos podem agregar à construção de uma narrativa jornalística, assim como colaborar com a construção da opinião pública, mesmo que estejam relacionadas com o irreal e a diversão.

Por fim, ao aprofundar-se nos estudos teóricos do jornalismo caricato, encontram-se argumentos para defender e comprovar não só a nossa proposição inicial, bem como, identificam-se outros quadros do programa e na relação com o público nas mídias sociais um caráter jornalístico. Contudo, essas possíveis análises ficam como sugestão para uma próxima pesquisa. Por fim, espera-se ter colaborado para o desenvolvimento do saber científico jornalístico, incentivando novos estudos na área aqui tratada, a fim de enriquecer e diversificar a prática jornalística. 

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